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Pesquisadores identificam exoplaneta denso classificado como Mega-Terra

O corpo celeste chamado GJ 523b é 23 vezes mais massivo que a Terra e tem cerca de 170 milhões de anos.

22 de agosto de 2026· Arizona· avistamento: 16 de agosto de 2026
Por Redação Paralaxe
Pesquisadores identificam exoplaneta denso classificado como Mega-Terra
Imagem: Phys.org — Astronomia

Em 17 de agosto de 2026, pesquisadores vinculados ao Wisconsin Center for Origins Research (WiCOR) anunciaram a caracterização de um exoplaneta denso e massivo denominado GJ 523b. A pesquisa foi desenvolvida por Max Kroft, estudante de pós-graduação no laboratório do professor assistente de astronomia Thomas Beatty, e o estudo detalhando o objeto encontra-se sob revisão, estando disponível no servidor de preprints arXiv. O WiCOR, lançado em 2024, reúne sete departamentos da UW-Madison para investigações relacionadas às origens da vida no universo.

O exoplaneta recém-caracterizado foi classificado como uma 'Mega-Terra', possuindo idade de quase 170 milhões de anos. O objeto é 23 vezes mais massivo que o nosso planeta e apresenta dimensões superiores a 2,5 vezes o tamanho e a largura da Terra. Thomas Beatty comentou sobre a classificação: "As pessoas usam a expressão 'Mega-Terra' há mais de uma década, mas nunca tivemos um planeta que nos permitisse dizer concretamente o que ela é". O pesquisador acrescentou: "GJ 523b finalmente faz isso. O que também chama a atenção é que definir com precisão o que é uma Mega-Terra não é algo que nós, astrônomos, possamos fazer sozinhos: precisamos de geólogos que entendam como o ferro e a rocha se comportam em pressões que nenhum laboratório na Terra consegue alcançar, e de cientistas atmosféricos que possam nos dizer quanto do que medimos é realmente rocha".

O candidato a planeta foi inicialmente apontado entre mais de 8.000 candidatos pelo Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS), missão de satélite da NASA lançada em 2018. Para confirmar e acompanhar o corpo celeste, Max Kroft utilizou um telescópio baseado em solo situado no Arizona, o WIYN, que conta com um espectrógrafo de alta resolução. Descrevendo o método de detecção, Max Kroft afirmou: "Há essa queda periódica na luz da estrela. Achamos que é um planeta passando na frente da estrela e fazendo um trânsito. Ele está bloqueando parte da luz da estrela, e a estrela fica mais fraca".

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