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Novo estudo sugere formação do Grand Canyon há cerca de 800 milhões de anos

Pesquisa aponta que ruptura do supercontinente Rodinia pode ter exposto rochas muito antes do que se estimava

20 de agosto de 2026· Estados Unidos· avistamento: 16 de agosto de 2026
Por Redação Paralaxe — cruzando 1 fonte
Novo estudo sugere formação do Grand Canyon há cerca de 800 milhões de anos
Imagem: The Debrief

Um novo estudo publicado na revista Geology sugere que o Grand Canyon, nos Estados Unidos, pode ter sido criado quando o antigo supercontinente Rodinia se partiu. O processo de separação ocorreu há aproximadamente 800 milhões de anos e durou cerca de 300 milhões de anos. A análise da rocha interior do Grand Canyon revela que ela pode ter sido exposta muito antes do que os geólogos suspeitavam, desafiando a estimativa anterior de que o Rio Colorado teria lentamente esculpido o cânion ao longo de cinco a seis milhões de anos. A pesquisa foi liderada por cientistas da University of Southampton, no Reino Unido, utilizando simulações, modelos de computador, dados de evolução da paisagem e reconstrução de tectônica de placas.

Os pesquisadores investigaram uma face de penhasco antigo que se estende por milhares de quilômetros e marca um limite do Grand Canyon. O trabalho identificou a existência anterior de um 'grande escarpimento' com penhascos rochosos de um quilômetro de altura que abrangia partes dos estados de Arizona, Utah, Idaho, Wyoming, Colorado, Texas, Oklahoma, Arkansas, Missouri e Illinois. Thomas Gernon, lead author, Professor of Earth Science at the University of Southampton, afirmou: "Our paper suggests the Canyon's basement rocks were progressively brought to the surface as part of an immense escarpment that developed during the breakup of an ancient supercontinent".

O estudo também resultou na remoção de cerca de oito quilômetros de rocha à medida que o escarpimento se movia para o interior a partir da margem continental. Sobre os desdobramentos da pesquisa, Thomas Gernon declarou: "The findings also shed light on the formation of the Great Unconformity, a mysterious gap in the rock record that spans over a billion years". Além disso, o professor acrescentou: "This long-lived tectonic landscape provides a missing piece in understanding why erosion associated with the Great Unconformity varies so dramatically across the southwestern US".

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