Pesquisa aborda origem da vida e o Paradoxo do Sol Fraco Jovem
Estudo apresentado em Paris aponta papel de erupções solares e gases na Terra primitiva

Pesquisadores buscam entender a origem da vida na Terra e como o planeta superou o Paradoxo do Sol Fraco Jovem para abrigar água líquida. Durante a conferência Origins 2026 em Paris, astrofísicos debateram como moléculas simples se tornaram complexas em um cenário onde havia mais de 27% a menos de brilho solar há mais de 4 bilhões de anos, indicando que a Terra deveria ser uma bola congelada, mas mantinha água líquida em um cinto equatorial.
Segundo os dados apresentados, estrelas jovens possuem supererupções acompanhadas pela ejeção de bilhões de toneladas de ejeções de massa coronal. Essas ejeções criam prótons altamente energéticos que poderiam ter precipitado na atmosfera da Terra primitiva, colidindo com espécies moleculares atmosféricas como nitrogênio (N2) e dióxido de carbono (CO2) para quebrá-las. A pesquisa aponta que erupções solares e ejeções de massa coronal podem ter fornecido a energia necessária para formar moléculas orgânicas complexas, enquanto bombear muito dióxido de carbono para aquecer o planeta tornaria pequenos lagos ácidos e inviáveis para a química prebiótica.
Em suas análises, os pesquisadores usaram dez por cento de óxido nitroso produzido experimentalmente na atmosfera da Terra primitiva em seus modelos. O cenário sugere um início frio para a vida, evitando a evaporação de cianeto de hidrogênio de pequenos lagos e promovendo complexidade química, com a banda equatorial do planeta podendo ter sido aquecida de 2 a 3 graus centígrados. Vladimir Airapetian, a senior astrophysicist at NASA Goddard Space Flight Center, esteve entre os envolvidos nos estudos que também destacam a importância do boro alcalino para a estabilização da ribose na produção de RNA.
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