James Webb revela nova dinâmica na superfície da lua Calisto
Estudo publicado recentemente detalha distribuição de gelo de água e dióxido de carbono na lua de Júpiter

Novos dados coletados pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST) indicam que Calisto é mais ativa do que se percebia anteriormente, desafiando a percepção de ser uma lua com superfície antiga e congelada no tempo. A pesquisa foi publicada no Planetary Science Journal por uma equipe internacional de astrônomos liderada por Maria Camarca, do Caltech.
O trabalho baseou-se em observações do instrumento Near-Infrared Spectrograph (NIRSpec) do JWST, cobrindo três perspectivas principais de Calisto: o hemisfério posterior, a bacia de impacto gigante Asgard e uma visão centrada em Valhalla. Durante as análises, os pesquisadores identificaram gelo de água com o pico de Fresnel de 3,1 µm mapeado na superfície, revelando uma divisão marcante entre os hemisférios.
No hemisfério posterior, o gelo forma um padrão de alvo, apresentando-se mais fraco próximo ao centro equatorial e mais forte em latitudes mais altas, um formato moldado por plasma da magnetosfera de Júpiter. Já no hemisfério principal, bacias de impacto brilhantes como Valhalla e Asgard, além de crateras mais jovens como Lofn e Heimdall, mostraram picos acentuados de gelo de água.
Além do gelo de água, o estudo identificou a banda espectral de 4,25 µm representativa de dióxido de carbono congelado na superfície de Calisto. No hemisfério posterior, o CO2 sólido concentra-se no centro do disco, formando um padrão oposto ao do gelo de água, enquanto no hemisfério principal o sinal mais forte da substância foi encontrado ao redor das crateras Lofn e Heimdall.
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